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 Psicologia Ocupacional
14/04/2016

Inapto na avaliação psicológica periódica de vigilantes: o que fazer?

Diante da falta de orientação nestes casos, conheça as principais questões que envolvem o tema


A avaliação psicológica é requisito básico para o exercício da atividade profissional de vigilante e está regulamentada por meio da IN 78/2014 da Polícia Federal (PF), instituição responsável pelo registro e controle do porte de arma e pela fiscalização da atividade de segurança privada. Apenas psicólogos credenciados pela PF podem fazer esse tipo de análise, que deve ser anual.

Segundo a psicóloga da Sercon, Rayssa Andrade, essa frequência é ideal para identificar se o vigilante tem controle sobre impulsos, emoções e agressividade. “Se o profissional tem atitudes impulsivas, corre-se o risco de ele apresentar uma reação inadequada diante de situações inusitadas”, explica. Além disso, o estresse é outro problema comum e que precisa ser avaliado. “A rotina de trabalho dos vigilantes é estressante. Muitos têm que conviver com eventos traumáticos, como assaltos.”

Por isso, não é incomum a constatação de trabalhadores inaptos para exercer a função. Mas essa é uma questão é polêmica, uma vez que não há consenso sobre o procedimento a ser adotado em tais casos. Não existe orientação institucional ou ajuste de conduta acordado entre os representantes de clínicas de psicologia, as empresas do segmento e os sindicatos patronal e dos empregados.

Procedimentos em casos de inaptidão na avaliação psicológica

Diante da falta de orientação, empresas e clínicas agem de modo individualizado. Prezando pela qualidade do serviço e pela ética, a Sercon adota os seguintes procedimentos em casos de resultados de inaptidão:

  • Após minuciosa análise do protocolo de avaliação periódica, este é comparado aos processos anteriores para averiguar alterações nos padrões de respostas.
  • Uma nova entrevista é realizada para confrontar e/ou comprovar os dados obtidos.
  • Caso necessário, aplicam-se novos testes.

Se a inaptidão for confirmada, a Sercon orienta a empresa a adotar ações preventivas e de promoção à saúde mental, como, por exemplo, concessão de férias, mudança de turno ou de setor e acompanhamento psicológico. Em último caso, o resultado de inapto é enviado à empresa, que deve decidir o que fazer com o empregado reprovado na avaliação.

A demissão, muitas vezes, é a saída encontrada pelo empregador, pois os peritos do INSS não costumam reconhecem sintomas transitórios de ordem subjetiva – como transtorno de ansiedade, depressão e estresse – como incapacitantes. No entanto, isso gera dano social (desemprego) e conflito trabalhista, uma vez que não há consenso quanto à possibilidade e à modalidade de dispensa.

A Sercon recomenda às empresas que sejam mais cuidadosas com a avaliação periódica e mantenham um dossiê da saúde mental de seus empregados. Isso pode ser feito com a ajuda de quem entende do assunto e possui uma estrutura completa para atender sua empresa. Entre em contato com a gente e veja como podemos te ajudar.

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