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 Medicina do Trabalho
01/12/2016

Casos de sífilis aumentam no Brasil; saiba como se prevenir

Doença bacteriológica é transmitida pelo sexo e pelo sangue


Os casos de sífilis cresceram tanto no Brasil  que o Ministério da Saúde já considera que estamos diante de uma epidemia. Em apenas cinco anos  foram registrados 65 mil casos da doença.

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível, causada pela bactéria Treponema pallidum.  Transfusão ou contato direto com sangue infectado também podem causar a infecção. Além disso, gestantes infectadas podem transmitir a doença ao feto.

Fases da sífilis
Com período médio de incubação de três semanas, que podem chegar a 90 dias, a sífilis não tratada pode comprometer olhos, pele, ossos, sistema nervoso, cérebro e coração. A doença pode ficar latente, casos nos quais o indivíduo não apresenta sintomas, apesar de estar infectado. Em geral, seus sintomas podem ser percebidos em três fases:

  • Sífilis primária: normalmente adquirida por meio de contato sexual com as lesões de um portador da doença. Em até 90 dias, a pessoa infectada apresenta uma lesão no ponto de contato, comumente chamado de cancro duro. Geralmente, a lesão não coça nem dói e pode persistir por até seis semanas sem tratamento.
  • Sífilis secundária: é um desdobramento da sífilis primária não tratada e causa erupções cutâneas de um a seis meses após o desaparecimento da lesão primária. As lesões são erupções vermelhas e aparecem simetricamente em tronco e membros. Podem surgir lesões em mucosas orais e genitais e o potencial de contágio é extremamente elevado neste estágio. O paciente pode sentir mal estar e dor de cabeça e ainda apresentar febre, sudorese, prurido e ausência de apetite. A doença pode causar problemas oftalmológicos, infecções nos ouvidos, danos nos rins e problemas cardiovasculares. Dores de coluna e de cabeça frequentes podem ser indicativo de um quadro de neurosífilis.
  • Sífilis terciária: pode levar até dez anos para se manifestar e é caracterizada por gomas sifilíticas e tumorações amolecidas na pele e nas mucosas, que, em alguns casos, se estendem a outros tecidos. O indivíduo não tratado pode apresentar problemas nas juntas e comprometimento do sistema nervoso central. É comum a ocorrência de problemas no sistema cardiovascular.

Em fetos, a sífilis congênita pode causar má formação, aborto espontâneo, morte do recém- nascido ou nos primeiros anos de vida. O bebê infectado pode desenvolver pneumonia, feridas no corpo, alterações nos ossos, cegueira e dificuldades no desenvolvimento mental. No Brasil, cerca de um a cada mil nascidos são acometidos pela doença.

Os infectados por transfusão sanguínea não apresentam a primeira fase da doença. Trata-se de uma forma de infecção rara.

Prevenção e tratamento
O meio mais eficaz de prevenir a sífilis é o uso de preservativo, inclusive em relações orais e anais. Mulheres que querem engravidar devem fazer exame de sangue para verificar se são portadoras da doença.

O tratamento de sífilis é feito com o uso de antibióticos, como a penicilina. O paciente deve ser submetido a exames clínicos e laboratoriais, a fim de que a evolução da doença seja avaliada. Os parceiros sexuais do portador de sífilis devem ser alertados e submetidos a exames.

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