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 Medicina do Trabalho
27/01/2017

Autodiagnóstico: como utilizar a internet a seu favor

Pesquisas online podem ajudar ou atrapalhar o paciente curioso; entenda como


Em tempos de internet é tentador apelar para o “Dr. Google” caso algum desconforto seja sentido. Afinal, pesquisar os sintomas no computador é mais rápido e mais barato do que procurar auxílio médico. No entanto, a prática pode ser perigosa. De acordo com pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 95% dos mais de mil vídeos sobre problemas cardíacos (insuficiência cardíaca, hipertensão e arritmias) disponíveis na internet contêm informações erradas.

Quadros graves e sintomas sugeridos
Outro estudo, realizado na Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, apontou que o paciente tende a esperar o pior de seu quadro. Em vez de aceitar o diagnóstico de uma gripe comum, por exemplo, se autodiagnosticam com H1N1, forma mais rara e grave da doença. De acordo com a pesquisa, é mais fácil manter calma e objetividade quando se trata de outra pessoa. Além disso, é possível que sintomas passem a ser percebidos depois da pesquisa online, por sugestão.

Falta de contexto
Outro problema do autodiagnóstico é a tendência a descontextualizar a informação apresentada na internet. O médico irá considerar não apenas o sintoma do paciente, como sua história, seus hábitos e informações como idade e forma física. Isoladamente, o sintoma pode estar associado a uma série de patologias. Visto em contexto, a chance de diagnóstico correto é maior.

Automedicação
O impulso à automedicação pode trazer consequências graves à saúde. Ver-se tentado a iniciar o uso de remédios que, além de não ajudarem, podem atrapalhar ou mesmo mascarar a doença, não é raro. Com isso, é possível que o quadro inicial evolua para algo mais grave.

Cuidados
Para não cair em armadilhas, é importante prestar atenção em alguns passos:

  • Fique atento à fonte da informação. Portais médicos tendem a ser fontes confiáveis;
  • Cuidado com pesquisas e trabalhos: podem tratar-se apenas de observações de alunos;
  • Utilize as informações disponíveis na internet como forma de conhecimento sobre sua doença, mas deixe o diagnóstico por conta do médico;
  • Não utilize medicamentos sem prescrição médica.

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