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 Fonoaudiologia
24/07/2018

Juntos na luta contra a poliomielite

Ausência de vacinação é a principal ameaça para o retorno da doença ao Brasil e ao mundo


A suspeita de um caso de poliomielite na Venezuela acendeu o sinal de alerta nas instituições de saúde de todo o mundo. Apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter realizado os testes e descartado a possibilidade da criança ter contraído pólio, o Ministério da Saúde brasileiro fez uma advertência aos municípios que estão abaixo da meta de imunizar 95% da população. Em 312 deles, a situação é ainda mais crítica – os índices estão menores que 50%.

A doença está erradicada no continente americano desde setembro de 1994 e, no Brasil, o último caso foi registrado há 28 anos. Apesar disso, o risco de contaminação vem aumentando devido à recusa de alguns pais em imunizar seus filhos ou até mesmo à falta de conhecimento sobre a importância da vacinação.

Os índices de Minas Gerais, por exemplo, estão abaixo da média esperada. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 83% das crianças com menos de um ano estavam imunizadas em 2017 e apenas 74% das acima dessa idade receberam o reforço. Para 2018, o público prioritário a ser vacinado no Estado é de 253.480 pessoas, em uma campanha que será iniciada no dia 6 de agosto.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recomenda que os países mantenham vigilância constante, de modo a garantir que toda a população seja vacinada.

Como identificar a poliomielite?

A pólio, também chamada de “paralisia infantil”, é uma doença contagiosa aguda, causada pelo poliovírus, que acomete com maior frequência crianças de até quatro anos, mas adultos também podem ser podem ser contaminados. A maioria das contaminações apresenta poucos sintomas, parecidos com os de uma infecção respiratória – como febre e dor de garganta – ou doença gastrointestinal – como náuseas, vômito, dor abdominal e, algumas vezes, diarreia.

Isso equivale a 99% dos casos, mas os demais 1% de pessoas infectadas podem desenvolver a forma paralítica da doença. Nesse caso, o vírus afeta as estruturas do sistema nervoso central e causa a paralisação dos membros inferiores, de forma assimétrica. O paciente perde a força muscular e o reflexo em uma das pernas e, com isso, apresenta dificuldades de locomoção.

A transmissão é feita de pessoa para pessoa, por gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar ou por meio da ingestão de material contaminado com fezes – situação esta mais crítica em locais que apresentam piores condições sanitárias e de higiene, onde é comum a contaminação da água e dos alimentos. Crianças menores acabam sendo mais afetadas por ainda não possuírem hábitos de higiene completamente formados. Por isso, é importante haver um pacto coletivo para a erradicação da doença.

Importância da vacinação

Enquanto o vírus estiver circulando – seja na forma vacinal ou selvagem –, ainda há riscos da doença retornar ao mundo. Em 2015, a 68ª Assembleia Mundial da Saúde repactuou o compromisso de todos os países erradicarem a pólio, mantendo a cobertura vacinal acima de 95%.

A vacina é a popular gotinha, que vem sendo substituída em todo o mundo pela versão injetável. Ela é feita com o vírus inativado e deve ser aplicada em três doses – aos dois, quatro e seis meses de idade. Os reforços devem ser feitos com um ano e três meses (15 meses de vida) e entre os quatro e cinco anos.

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