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 Medicina do Trabalho
17/08/2017

Hepatite C: saiba os riscos e como se prevenir

Doença tende a desenvolver forma crônica, mas tem tratamento eficaz e pode ser curada


O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 28 de julho, é um importante marco para a reflexão a cerca dos riscos e das formas de prevenção da doença, caracterizada por uma inflamação no fígado. Nesse texto, vamos abordar os tipos de hepatites, com destaque para a causada pelo vírus tipo C.

Hepatites Virais

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Os vírus D e E são frequentes na África e na Ásia. Segundo o Ministério da Saúde, milhões de pessoas no país  portadoras dos vírus B ou C,desconhecem que têm a enfermidade. Quando não é diagnosticada precocemente, a doença pode causar danos mais graves no fígado, como cirrose e câncer.

Condições precárias de saneamento básico, água e higiene pessoal e de alimentos, podem potencializar os riscos de contagio aos vírus A e E. Os vírus B, C e D são transmitidos pelo sangue, por meio de contato sexual sem preservativo, compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos perfurocortantes. Também podem ser transmitidos pela mãe, durante o parto.  O acompanhamento médico regular é fundamental para o diagnóstico precoce e indicação de tratamento mais adequado.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza imunização contra as hepatites A e B. Não existe vacina para os tipos C e D, no entanto, o último pode ser evitado com com a vacinação para a hepatite B, pois o vírus depende da existência deste para se reproduzir. Para o tipo E, raro no Brasil, ainda não há vacinação disponível no país. Para mais informações, visite o site do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde que trata do tema.

Hepatite C

Causada pelo vírus VHC, é transmitida, principalmente, por sangue contaminado. Os pacientes tendem a desenvolver uma forma crônica da doença, ocasionando lesões graves no fígado.

É possível diagnosticar a hepatite C através da pesquisa de anticorpos contra o vírus VHC, o anti-VHC. Em caso de resultado positivo, é necessária a realização de exames complementares, que devem esclarecer o quadro e orientar o tratamento.

Na maioria dos casos, a hepatite C é assintomática, por isso a evolução da doença costuma ser lenta e o diagnóstico tardio. Quando a enfermidade ocorre de forma aguda, há a presença de sintomas como mal-estar, vômitos, náuseas, pele amarelada (icterícia), dores musculares, perda de peso e muito cansaço. Em estágios ainda mais avançados, pode haver ascite (barriga d’água) e confusão mental.

O tratamento contra a hepatite C pode incidir em cura ou em minimizar os sintomas e complicações da doença.  A terapêutica inclui a combinação de medicamentos injetáveis e via oral, distribuídos gratuitamente pelo SUS.

Novos medicamentos disponíveis pelo SUS

Nesse ano, na véspera do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, o Ministério da Saúde anunciou que irá oferecer a todos os pacientes diagnosticados com hepatite C um novo tratamento, independente do grau de avanço da doença e do comprometimento do fígado.

As mais de 135 mil pessoas diagnosticadas com a doença no país poderão receber os medicamentos Sofosbuvir, Daclatasvir ou Simeprevir, que possibilitam cura de cerca de 90% dos casos. O atendimento será realizado conforme a gravidade da doença. A previsão é de que todos sejam contemplados nos próximos dois anos.

Referências:

http://portalsaude.saude.gov.br/

http://www.aids.gov.br/pt-br

http://www.brasil.gov.br/saude

 

 

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