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 Eng. de Segurança do Trabalho
30/08/2019

Profissional de SST (na indústria) 4.0

Revolução tecnológica vai além da mudança de processos internos e impacta relações de trabalho e ações de segurança e saúde ocupacionais


Por Jorge Castro

No calor do momento histórico em que estamos vivendo, é difícil mensurar o quanto as empresas precisaram se adaptar para a chegada da internet. Processos internos foram transformados, profissões foram extintas e outras surgiram e relações de trabalho se modificaram com a chegada de uma nova geração ao mercado. O mundo ainda está entendendo como as novas tecnologias podem ser aplicadas para automatizar processos e melhorar a produtividade. Nada mais é como há 20 anos. E isso também diz respeito à área de Segurança e Saúde do Trabalho.

O mundo já passou por três grandes revoluções industriais. No século XVIII, a primeira trouxe a mecânica para o centro da produção. No século XIX, foi a vez da eletricidade ocupar lugar de destaque. A automação dos processos deu o tom da terceira revolução, na segunda metade do século XX. E agora, no século XXI, a inteligência artificial, a robótica e a gestão de grande volume de dados caracterizam a indústria 4.0.

Além da tecnologia, há uma mudança na forma de pensar as atividades realizadas. O controle dos processos produtivos está mais descentralizado e proliferaram as conexões entre diversos dispositivos, ligando toda a cadeia de produção e logística. É um cenário que muda de vez as atividades realizadas e as relações de trabalho, com impacto direto no trabalho dos profissionais de Segurança e Saúde do Trabalho.

Ao mesmo tempo em que a tecnologia passou a ser principal ferramenta das indústrias, ela também se tornou uma das responsáveis pelo adoecimento dos empregados. Alguns dos chamados sintomas hipermodernos – como depressão, síndrome do pânico, estresse e Síndrome de Burnout – estão ligados, também, à hiperconexão e às cobranças no ambiente laboral.

O profissional de SST da indústria 4.0 precisa ir além das exigências legais, atuando como um verdadeiro gestor do bem-estar dos colaboradores. Ele precisar saber como redefinir os processos, pensando na crescente relação entre o homem e a máquina. Além disso, precisa aprender a lidar com um novo perfil de funcionários, dos quais tem sido exigida uma multiplicidade de habilidades e muito mais dedicação.

Além disso, a tecnologia também pode ser usada a favor dos profissionais de Segurança e Saúde do Trabalho. Existem diversas ferramentas para monitoramento dos indicadores e até mesmo do cumprimento da legislação pelos demais empregados. Sensores podem ser instalados para controlar o acesso a áreas de risco, câmeras ajudam no controle das ações e softwares são usados para compilar e analisar os dados coletados.

eSocial e SST 4.0

No Brasil, um dos principais momentos de ruptura para os profissionais de Segurança e Saúde do Trabalho foi a implantação do eSocial. Embora ainda haja incertezas sobre os novos sistemas que serão colocados em prática em janeiro de 2020, a mentalidade implantada foi determinante para essa mudança no perfil.

Desde o início, a proposta do eSocial não era mudar a legislação trabalhista, tributária e previdenciária brasileira. O impacto se daria na forma de envio das informações para o governo, que passaria a ser feito por um sistema único, informatizado e conectado a diversos órgãos de controle e fiscalização. Nada mais é do que um desdobramento da política de monitoramento de dados, tão importante para a indústria 4.0 e que será determinante para a construção de ações de SST mais eficientes no futuro.

Como a cultura de correção prevalece sobre a de prevenção nas indústrias e demais organizações brasileiras, o eSocial foi uma virada, por considerar as ações de SST como algo estratégico desde o momento em que projetos começam a ser planejados. O sistema obriga que todos os processos estejam organizados e, com isso, se torna mais fácil gerir o negócio. Com os dados em mãos, é possível ter controle absoluto e implementar ferramentas de gestão, como o PDCA.

O profissional de SST precisa se adaptar a essa nova realidade. É necessário se manter atualizado, buscar novas ferramentas e entender mais sobre gestão, as legislações trabalhistas, tributárias e previdenciárias, cultura organizacional e o comportamento humano. Conceder à Segurança e Saúde do Trabalho status de protagonista e mostrar sua importância é igualmente fundamental no novo cenário. Com a evolução tecnológica, a área nunca mais será a mesma. Resta aos profissionais e às organizações se adaptarem.

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