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 Psicologia Ocupacional
01/08/2016

Transtorno de estresse pós-traumático

Situações de violência podem gerar traumas e incapacitar, mentalmente, as vítimas. Conheça as reações mais comuns e as possibilidades de tratamento


Qualquer pessoa está sujeita a passar por situações de violência, principalmente as que vivem nas cidades grandes. Elas podem vivenciar vários tipos de experiências desagradáveis como: acidentes de trânsito, violência sexual, catástrofes naturais, incêndios, assaltos, agressão física, sequestro, entre outros. Todas essas situações podem ultrapassar o limite de tolerância que o indivíduo pode suportar. Algumas pessoas retomam o curso de sua vida em pouco tempo, mas outras são incapazes de prosseguir normalmente sem um auxílio profissional. O transtorno de estresse pós-traumático pode ser definido como um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais. Isso ocorre quando o indivíduo é vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que ameaçam a sua vida ou a vida de terceiros. “O trauma pode retornar constantemente. É como se o tempo não passasse, a pessoa rumina pensamentos de forma improdutiva”, afirma Alexsandra Macedo, psicóloga da SERCON.

Para entender todo esse processo é importante compreender como a pessoa vivenciou o fator traumatizante. São avaliadas variáveis, tais como: a idade do indivíduo, a intensidade e a duração do evento, a história de vida e os sentimentos que a situação despertou. Os sintomas podem manifestar-se em qualquer faixa de idade, levar meses ou anos para surgir e podem ser agrupados em três categorias:

a) Reexperiência traumática: pensamentos recorrentes e intrusivos que remetem à lembrança do trauma, flashbacks, pesadelos.

b) Esquiva e isolamento social: a pessoa foge de situações, contatos e atividades que possam reavivar as lembranças dolorosas do trauma.

c) Hiperexcitabilidade psíquica e psicomotora: taquicardia, sudorese, tonturas, dor de cabeça, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, irritabilidade, hipervigilância.

O tratamento inclui psicoterapia e, às vezes, medicamentos para controlar a depressão e a ansiedade. No entanto, é preciso cuidado para não vitimizar o sujeito, fixando-o ainda mais ao evento estressor. De acordo com Alexandra Macedo, é importante que o transtorno de estresse pós-traumático seja diagnosticado e tratado o mais breve possível para evitar que o trauma intensifique o sofrimento decorrente dos acontecimentos vividos. “O tratamento pode auxiliar para que o indivíduo não tenha problemas em sua saúde física emocional ou em sua vida social”.

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