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 Psicologia Ocupacional
28/10/2016

A importância de se falar sobre o suicídio

Educação é a primeira medida preventiva; saiba como ajudar


A morte não é um assunto fácil, principalmente quando se trata de suicídio. Por anos esse tema foi um tabu em nossa sociedade e a maioria das pessoas evitava falar dele. De acordo com estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros já pensaram em dar um fim à própria vida. Desses, cerca de 5% chegaram a elaborar um plano para isso.

Para a psicóloga da Sercon Fabiana Flávia Santos Vilaça, o primeiro passo para evitar que pensamentos suicidas virem realidade é conversar sobre o assunto. “A cada dia, 32 pessoas se matam no Brasil. Esse é um fenômeno social preocupante, ainda mais quando constatamos que muitos suicidas são jovens”, afirma. Ela lembra que a transição vivida pela criança até atingir a idade adulta é uma fase delicada, que envolve escolhas, transformações do corpo, descoberta da sexualidade, cobranças e pressões as mais variadas. Estes são ingredientes que culminam no autoextermínio de muitos jovens. “Também temos que considerar as consequências psicológicas que um suicídio pode provocar para familiares e pessoas próximas”, pondera a psicóloga.

Embora o desejo de cometer suicídio possa ter várias causas, na maioria das vezes está associado a algum transtorno mental ou, simplesmente, a um sofrimento insuportável ou a pressões externas. Suas vítimas, em geral, são pessoas que podem ter sido alvo de humilhações, agressões, medos ou cobranças ou experimentado sensações de fracasso, ressentimento ou culpa. Os suicidas também podem apresentar problemas de relacionamento amoroso ou familiar, financeiros ou de saúde, dentre outros.

Geralmente, o suicídio não é previsível e, portanto, evitar que alguém próximo se mate é um desafio. Alguns indicadores de risco podem ser percebidos em pessoas com pensamentos suicidas, que se revelam por meio de comportamentos e falas anormais. “É importante ficar atento às pessoas que nos rodeiam, como familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho. Mudanças de comportamento podem ser indicativos de que um indivíduo pretende atentar contra a própria vida”, orienta Fabiana.

Indivíduos que pensam em suicídio em geral apresentam grande tristeza, desesperança e pessimismo. Falam muito sobre a morte e tudo lhes parece negativo ou perdido. Sintomas como falta de apetite, insônia persistente, ansiedade, grande impulsividade e agressividade também são frequentes. O indivíduo também pode abusar de substâncias como álcool, drogas ilícitas ou fármacos. Geralmente, são pessoas com dificuldades de relacionamento e de integração na família ou no grupo e que,  por esse motivo, se afastam dos meios sociais. Pessoas que dizem “adeus” em situação de fragilidade emocional, que oferecem objetos ou bens pessoais sem razão aparente, que possuem histórico de suicídios na família e sejam portadoras de doenças físicas ou mentais devem ser acompanhadas.

“Muitas vezes, um simples gesto de acolhimento, de apoio e de escuta pode evitar um suicídio. Contudo, indica-se a procura de auxílio profissional o mais rápido possível”, acrescenta Fabiana. Perceber sinais de pensamentos suicidas pode ajudar a prevenir o suicídio, uma vez que nem todos os suicidas realmente desejam morrer. “Muitas vezes é um ato endereçado ao outro. Os comportamentos indicativos desse risco podem ser um pedido de socorro”, pontua a psicóloga da Sercon. Daí a importância de falar sobre o assunto e, mais que isso, estar atento aos sinais.

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