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 Psicologia Ocupacional
17/11/2017

Humor como mecanismo de defesa

Implantação será realizada por grupos, que cumprirão cinco etapas cada


O povo brasileiro é visto como alegre e brincalhão no exterior. Em tempos de eficientes recursos midiáticos, o humor torna-se um meio democrático e de vasto alcance no enfrentamento de situações que suscitam dor e sofrimento. Quase que simultaneamente a um acontecimento triste, ou mesmo trágico, “chovem” memes nas redes sociais, nem sempre curtidos por todos, mas sempre originais quanto ao veio humorístico que transmitem.

Dizem que “brasileiro não perde a chance de fazer piada”. E isso ficou ainda mais evidente com o uso da internet. Política, economia, futebol, vida privada de famosos, Enem, morte, qualquer que seja o assunto, o humor vem recobrir sentimentos que se despertam e que diante dos quais, muitas vezes, não há o que fazer. É uma resposta àquilo que afeta, de alguma forma, o ser do sujeito.

O humor tem uma função defensiva, sendo fruto de uma ação do superego sobre o ego oprimido a fim de protegê-lo do sofrimento. De acordo com Sigmund Freud¹, o ego recusa a realidade do mundo externo e tenta obter prazer afirmando-se contra a “crueldade das circunstâncias reais”. Nesse sentido, postula Freud, o humor é liberador e enobrecedor do ego. É um mecanismo subjetivo que visa anular o sofrimento e a dor, em favor do princípio do prazer. Situações que despertam sentimento de tristeza, revolta, injustiça, impotência, decepção etc. – e que normalmente independem da ação do sujeito para contorná-las – podem virar um GIF ou um meme.

Embora seja ineficiente em termos de resultados objetivos no que tange ao fato desencadeador do sofrimento, o humor é um modo saudável de tornar remediado o irremediável, gerando prazer e alegria. O humor faz bem à “alma” e promove laços sociais. Nada como umas boas gargalhadas para descontrair o “espírito” e enfrentar com mais leveza as situações difíceis da vida. E isso vale para todas as áreas, especialmente no trabalho, que é onde passamos a maior parte do tempo.

Nos últimos meses, políticos famosos viraram personagem de memes dos mais variados tipos. Podemos supor que eles recobrem sentimentos de indignação e de revolta com a situação do país. E, mais recentemente, o Enem foi a bola da vez. Acompanhamos pela televisão as tratativas bem-humoradas com candidatos que chegaram atrasados e perderam a prova. O desespero de quem passa por isso afeta não somente a pessoa como também familiares ou mesmo os outros candidatos que chegaram a tempo, mas que se colocam no lugar do outro. Assim, tanto o sentimento ruim quanto o humor são compartilhados e no final tudo vira brincadeira.


¹FREUD, S. “O Humor”. In: Obras Completas: Rio de Janeiro: Imago, 1996, Vol. XXI. p. 167

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