Notícias

 Psicologia Ocupacional
25/05/2016

Avaliação psicológica admissional para vigilante

Saiba por que esse procedimento é importante para garantir a seleção e a saúde desses profissionais e o desempenho seguro das atividades de rotina


O vigilante convive diretamente com o perigo, sendo necessário o manuseio e o porte de arma no local de trabalho, como instrumento intimidador e inibidor de ações criminosas. Diante do estresse com a possibilidade de assaltos, ameaças, conflitos, agressões físicas e verbais, além da excessiva jornada de trabalho, o profissional deve manter o controle emocional e oferecer uma resposta adequada a cada situação, e isso pode ser um desafio. Eventos estressores e a falta de recursos psicológicos podem gerar adoecimento psíquico, transtorno de ansiedade grave, estresse, depressão e outros. Tais condições devem ser avaliadas previamente para que o vigilante, portador de arma de fogo, não tome atitudes inadequadas, decorrentes de transtorno mental, colocando em risco a si mesmo e a terceiros.

Por meio de uma avaliação admissional criteriosa, é possível filtrar a entrada de pessoas psicologicamente despreparadas no setor de vigilância armada. A avaliação é realizada por meio de testes de personalidade e entrevistas psicológicas, e tem como objetivo mensurar características emocionais, autocontrole e transtornos. Também é possível identificar como as pessoas tendem a se comportar em situações diversas.

“A compreensão da personalidade em relação à adaptação, controle de tendências à agressividade e impulsividade, decisão e prudência permite aferir se a pessoa possui maturidade e domínio emocional para reagir de forma adequada a situações extremas”, pontua a psicóloga da Sercon, Rayssa Andrade. Segundo a especialista, a avaliação é uma forma de garantir a escolha de pessoas mais adequadas às tarefas que lhes serão atribuídas.

Uma avaliação psicológica realizada sem atenção detalhada a esses critérios pode trazer transtornos futuros para as empresas de vigilância. “O profissional aprovado sem condições psicológicas de executar essa função pode fazer mau uso da arma de fogo e do poder que advém dela. A falta de controle emocional pode causar disparos acidentais, comportamentos suicidas, impulsivos ou agressivos”, ressalta Rayssa. A empresa pode ter que arcar, ainda, com problemas causados por vigilantes afastados pelo INSS.

“Quando bem aplicada, a avaliação psicológica admissional é de grande relevância, uma vez que é capaz de identificar interferências emocionais estruturais, e, assim, instruir melhor a seleção de pessoas com o perfil mais adequado à atividade”, completa a psicóloga da Sercon. É necessária, ainda, uma atuação preventiva para diminuição da probabilidade de adoecimento psíquico por meio de exames periódicos. A aplicação desses procedimentos obedecem ao art. 10 da Lei 10.826/03, que determina que o cidadão deve apresentar comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo, realizada em prazo não superior a um ano, atestada por um psicólogo credenciado pela Polícia Federal.

Mais Notícias

 Medicina do Trabalho

26/08/2021
Vacina contra a Covid-19 é obrigatória nas empresas?
Entenda a importância da vacinação e conheça as decisões acerca da obrigatoriedade

 Eng. de Segurança do Trabalho

26/08/2021
Entrada em vigor das novas normas regulamentadoras é adiada para 2022
Saiba quais foram incluídas no cronograma anunciado pelo governo federal

 Eng. de Segurança do Trabalho

26/08/2021
SST na mineração: obrigações das empresas
Como manter trabalhadores protegidos em um setor essencial para a economia brasileira

 Eng. de Segurança do Trabalho

26/08/2021
Limites de tolerância a ruídos no trabalho
O que a legislação diz sobre o tema e como as empresas podem se adequar
Abrir o chat
Precisa de ajuda?