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 Psicologia Ocupacional
19/06/2017

Transtorno histriônico: comportamento dramático

Tratamento pode associar a psicoterapia com o uso de medicamentos


Por Rayssa Andrade

A personalidade consiste num conjunto de características que definem nossos sentimentos, pensamentos e comportamentos. Esse padrão de particularidades que formam nossa personalidade se desenvolve de forma gradual, complexa e única. Porém, quando esse arquétipo age de maneira rígida, inflexível e constante, isso pode dar origem ao que chamamos de transtornos de personalidade.

Esses tipos de distúrbio estão entre os mais desafiantes para os profissionais da saúde mental, pois quase sempre não se encaixam perfeitamente num modelo. O indivíduo, pode, ainda, sofrer com mais de um transtorno simultaneamente. Por isso, um diagnóstico mais preciso demanda tempo e escuta. Os sintomas geralmente aparecem no início da adolescência e causam muitos problemas nas relações sociais, com prejuízos familiares, amorosos, acadêmicos e profissionais.

Existem diversos distúrbios de personalidade, entre eles temos: transtorno histriônico, transtorno da personalidade obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno antissocial, transtorno Borderline, transtorno de personalidade dependente, transtorno narcisista, entre outros.

Neste texto, faço um recorte do transtorno de personalidade histriônica, que era conhecido por histeria, uma neurose que foi identificada por Freud, que desenvolveu a primeira clínica da psicanálise a partir dessa disfunção. Após Freud, muitas outras teorias foram formuladas, porém, até hoje, não há um consenso sobre a sua causa. Os estudiosos afirmam que existem influencias psicológicas, biológicas e genéticas. Acreditava-se que era um transtorno feminino, mas atualmente é reconhecida em ambos os sexos. Caracteriza-se pela tendência de um comportamento dramático, sedutor, exibicionista, exigente, inconstante e carente, com baixa tolerância à frustração, forte dependência emocional e necessidade de ser o centro das atenções.

O tratamento adequado é a psicoterapia e, em alguns casos específicos, exige o uso de psicofármacos para depressão e ansiedade. Esses sintomas podem surgir por conta do imediatismo, da pouca tolerância às frustrações e da forte sensibilidade.

Referências:

“Histeria”, de Silvia Leonor Alonso e Mario Pablo Fuks

“Relação entre personalidade, transtornos de ansiedade e de humor: uma revisão da literatura brasileira”, de Pablo Fernando de Souza Martins e Ederaldo José Lopes

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