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 Eng. de Segurança do Trabalho
12/11/2019

Estudo para toda a vida

Como os profissionais de SST podem se adaptar à indústria 4.0 e se capacitar para um mercado em constante mudança.


Quando falamos sobre a área de Segurança e Saúde do Trabalho na indústria 4.0, destacamos como o perfil dos profissionais ainda precisa mudar para se adaptar aos tempos atuais. Esse novo especialista deve ir além das exigências legais e atuar como um verdadeiro gestor do bem-estar dos colaboradores. É necessário aprender a lidar com um perfil de funcionário cada vez mais múltiplo e dedicado, além de saber redefinir os processos de acordo com a relação entre o homem e a máquina.

Essa discussão está cada vez mais próxima de se concretizar. Na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, os debates já fazem parte do dia a dia das indústrias, avaliando os próximos passos a serem tomados para integrar ainda mais a mão de obra humana e a tecnologia. E se no Brasil essa conversa está apenas começando, os profissionais precisam se preparar para a mudança iminente no mercado.

Princípios da indústria 4.0

O termo “indústria 4.0” foi utilizado pela primeira vez em um relatório produzido por Siegfried Dais e Henning Kagermann para o governo alemão, em 2012. O grupo de trabalho que eles coordenavam elaborou um documento com recomendações para a implantação de uma nova fase na indústria, levando em consideração todas as transformações recentes da tecnologia e das relações humanas. Seis princípios caracterizavam esse projeto:

  1. Capacidade de coletar e tratar dados em tempo real, permitindo uma tomada de decisões mais dinâmica e qualificada.
  2. Rastreio e monitoramento virtual dos processos, de forma a criar cópias virtuais e inteligentes das fábricas.
  3. Nova orientação dos softwares, para que eles possam disponibilizar serviços e serem conectados a toda a indústria.
  4. Maior autonomia das máquinas, que passam a ser responsáveis pela tomada de decisões a partir da análise de dados e da capacidade que elas têm de se adaptarem a eles e fornecer informações sobre as necessidades das fábricas em tempo real.
  5. Trabalho em módulos, permitindo que eles sejam acoplados ou desacoplados de acordo com a demanda da fábrica e gerando uma maior flexibilidade na realização das tarefas.
  6. Sistemas que se comunicam entre si, utilizando os preceitos da internet das coisas.

Ou seja, a indústria 4.0 está baseada em uma série de avanços tecnológicos que surgiram nas últimas décadas e que mudaram de vez a forma como os profissionais precisam atuar.

A internet das coisas, por exemplo, trouxe a ideia de hiperconectividade e relatórios em tempo real. O big data trouxe uma grande quantidade de dados para a mesa de discussão, que permitem às máquinas trabalhar com mais eficiência e trazem um maior embasamento para as ações. Já a inteligência artificial permite tomadas de decisão sem interferência humana.

Qual o papel dos profissionais de SST?

Sabemos que a tecnologia estará presente em praticamente todos os processos das empresas, mas como os profissionais de Segurança e Saúde do Trabalho podem atuar nesse cenário?

“O momento que vivemos hoje é muito importante. Essa nova revolução industrial vai fazer as empresas ganharem eficiência, levando em conta o uso massivo da comunicação e da informática e o processo feito máquina com máquina. O que podemos observar é que as organizações estão se transformando, principalmente nos seus chãos de fábrica”, explica Marcos Bardagi, gerente da área de Portfólio, Operações e Conhecimento da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) em entrevista para o Correio Braziliense.

Para isso, é necessário estar em constante atualização. O profissional de SST que não estiver preparado para estudar conceitos da área de Tecnologia da Informação, de Mecânica ou de Comunicação, por exemplo, está fadado a ficar para trás. Imagine a complexidade que um cenário como esse vai proporcionar. As pessoas mais bem-sucedidas não serão aquelas com a melhor habilidade técnica, mas aquelas que melhor dominarem as informações em suas decisões estratégicas.

“Então, obviamente, dois indivíduos, um que está buscando formação técnica – e formação técnica mais flexível –, domínio de ferramentas e competências socioemocionais, trabalho em equipe, língua estrangeira, certamente está se posicionando melhor do que outro, que está fazendo um esforço tradicional”, diz o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi.

Ou seja, aquela progressão de carreira baseada no grau de estudo está sendo rompida. Sai a figura do especialista e entra a de uma pessoa que atua em múltiplas áreas e sabe fazer a conexão entre elas. A atualização profissional será constante para acompanhar as mudanças e, por muitas vezes, não será formal. A tendência é que cada um tenha seu próprio trajeto de aprendizado, indo de acordo com o que as empresas precisarão no futuro.

Se você quiser ouvir uma boa discussão sobre o assunto, escute o Braincast #335, que analisa se estudar por toda a vida é a nova realidade do mercado. Um spoiler? Sim, não dá mais para fugir disso. E os profissionais de SST, mais do que nunca, precisam começar a se preocupar com isso.

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