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 Medicina do Trabalho
20/02/2018

Febre amarela: como se prevenir

Doença tem se espalhado pelo Brasil nos últimos anos e nem toda a população está vacinada


A febre amarela ainda é um motivo de preocupação para os mineiros. Entre o mês de julho de 2017 e meados de fevereiro de 2018, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou 183 novos casos, que resultaram em 76 mortes. O número é menor do que os registrados em 2016/2017, mas a situação ainda exige atenção, pois outros 404 casos suspeitos continuam em investigação.

A febre amarela é uma doença infecciosa, que causa febre alta e dores intensas pelo corpo após três a seis dias da contaminação. É causada por um vírus e pode ser silvestre (quando se limita a áreas rurais ou florestas) ou urbana (quando a doença chega às grandes cidades).

Hoje, o ciclo é exclusivamente silvestre. O mosquito dos gêneros Haemagogus ou Sabethes deve picar um primata contaminado para se tornar vetor de transmissão. Ao ser picada, qualquer pessoa que esteja de visita ou more na região – e que não esteja imunizada – fica sujeita à contaminação. Em áreas urbanas, não há novos casos da doença desde 1942.

Essa é a única forma de contrair febre amarela – ou seja, não existe transmissão de pessoa para pessoa. Tampouco o macaco é o responsável por transmiti-la – ele é apenas mais uma vítima, assim como todos os contaminados.

Risco ocupacional

Alguns profissionais estão mais expostos ao risco da febre amarela, principalmente os que atuam próximos a fontes de água ou em áreas rurais com incidência da doença ou de morte de macacos. É o caso, por exemplo, de aviadores, militares, policiais, bombeiros e aquaviários (como profissionais de portos e pescadores). Além disso, quem viaja com frequência pelo país também precisa se prevenir.

As empresas têm um papel importante nesse processo. Além de cuidar da saúde de seus funcionários, a vacinação contribui para a queda da taxa de absenteísmo, mantem a produtividade e evita o consumo de medicamentos sem orientação médica. Internamente, criar um programa de vacinação costuma ser bem visto pelos empregados, que o encaram como mais um benefício concedido.

Com isso, as empresas devem incluir a vacinação contra febre amarela no calendário anual do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), assim como campanhas de conscientização realizadas ao longo de todo o ano e não apenas durante as epidemias.

Prevenção

Vacinar-se é a única forma de prevenir a febre amarela. Desde abril de 2017, o Ministério da Saúde passou a recomendar apenas uma dose durante toda a vida, seguindo as instruções da Organização Mundial de Saúde (OMS). A vacinação é recomendada como rotina nos postos de saúde e qualquer um pode requerer sua dose.

Mas, de acordo com os dados da SES, a cobertura vacinal em Minas Gerais ainda está em torno de 83,38%. Todo o Estado está sob alerta, mas o órgão estima que mais de três milhões de pessoas ainda não foram vacinadas. Devem ser imunizados de crianças de nove meses até adultos com 59 anos, desde que não apresentem alergia aos componentes. Após essa idade, a vacinação só pode ser realizada com autorização médica.

Sintomas

Os primeiros sintomas são o aparecimento súbito de febre, calafrios, dores de cabeça intensas, nas costas e no corpo em geral, náusea, vômito, fadiga e fraqueza. Em casos mais graves, a pessoa pode apresentar febre alta, icterícia (coloração amarelada no branco dos olhos e no tom de pele), hemorragias internas e choque/insuficiência de múltiplos órgãos. Vale observar que apenas médicos são capazes de diagnosticar e tratar a doença corretamente.

Tratamento

Não há um tratamento específico para febre amarela. Pessoas hospitalizadas devem permanecer em repouso, sujeitas à reposição constante de líquidos e das perdas sanguíneas, até que os sintomas desapareçam. Quando o paciente é acometido pela forma grave da doença, precisa ser levado imediatamente para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para reduzir complicações e riscos de óbito.

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