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 Medicina do Trabalho
10/03/2017

Vacinação e Saúde Ocupacional

Entenda como a prática auxilia empregadores e trabalhadores no ambiente organizacional


A vacinação é importante não apenas para o indivíduo vacinado, que passa a estar imune, mas promove a imunização em massa, uma vez que a vacina previne a transmissão de certas doenças. Anualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza mais de 300 milhões de doses de imunobiológicos, entre vacinas, soros e imunoglobulinas.

Em 2017, o calendário brasileiro passou por mudanças, ampliando o número de vacinas ofertadas e sua abrangência. As principais novidades são:
– Hepatite A: para crianças até cinco anos;
– Tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varíola): para crianças de 15 meses a quatro anos;
– Meningocócia C: para adolescentes de 12 e 13 anos. Gradativamente, a faixa etária será ampliada.
– HPV: meninos passam a receber a vacina. Outros pacientes, como pessoas que vivem com HIV entre nove e 26 anos e imunodeprimidos também recebem a imunização;
– dTpa adulto (difteria, tétano e coqueluche): passa a ser recomendada para gestantes e mulheres durante o puerpério (período de até 40 dias após o parto);
– Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): a segunda dose da vacina fica disponível para pessoas de 20 a 29 anos.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), aproximadamente três quartos dos pacientes não completam o calendário básico de imunização. Apenas 7% dos indivíduos recebem orientação adequada.

Vacinação no PCMSO
A vacina pode e deve ser vista pelas empresas como aliada do serviço de saúde ocupacional. O custo de aplicação é relativamente baixo e previne o absenteísmo, traduzido em faltas, licenças médicas e até mesmo aposentadoria precoce. Internamente, um programa de vacinação tende a ser bem recebido pelos empregados, como um benefício.

A orientação da ANAMT é que a vacinação esteja incluída no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e que a conscientização a seu respeito seja feita durante todo o ano. Trabalhadores em situações especiais, como portadores de HIV e transplantados, devem receber mais atenção – embora aptos ao desempenho de suas atividades, eles podem ser mais vulneráveis.

Atenção ao cartão de vacinação!
O Sercon Informa sugere que o leitor tenha alguns cuidados com o cartão de vacinação:
– Procure guardar o seu cartão em local seguro;
– Evite retirar um novo cartão a cada vez que for vacinado, pois essa prática dificulta o acompanhamento do calendário;
– Faça a gestão do seu cartão: saiba quais vacinas tomou, quantas doses e quando. Assim, você evita o atraso das vacinas ou a imunização incompleta.

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