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 Medicina do Trabalho
30/08/2019

Belo Horizonte é o terceiro município brasileiro com mais acidentes ocupacionais

Números do Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho colocam a capital mineira como um dos destaques negativos no ranking de acidentes notificados


Em 2018, Belo Horizonte acumulou 10,5 mil comunicações de acidentes de trabalho (CATs), sendo 19 com registro de óbito. Esse valor corresponde a 16% de todas as ocorrências do Estado e o terceiro maior índice do país, atrás apenas do Rio de Janeiro (20,9 mil) e de São Paulo (54,5 mil). É o maior índice mensurado desde 2014, acompanhando a tendência nacional de aumento dos acidentes – foram 623,8 mil registros no último ano.

Os dados foram compilados pelo Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho, um site desenvolvido em parceria pela Smartlab e a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Todos os 5.570 municípios brasileiros são monitorados por essa iniciativa, que alimenta o poder público com dados estatísticos para embasar as ações, programas e iniciativas para prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.

As informações também contribuem com o desenvolvimento de programas de SST nas empresas, pois fornece um panorama completo de quais são os setores que concentram mais acidentes ou quais as ocupações que geram maior volume de CATs registradas. Os dados relativos a Belo Horizonte possibilitam, por exemplo, inferir que são necessárias ações focadas no setor hospitalar, em especial voltadas para os técnicos de enfermagem. Confira os dados da capital:

Belo Horizonte em números*

  • 10,5 mil acidentes registrados;
  • 19 acidentes com óbito;
  • Estimativa de 1.878 acidentes não notificados;
  • 1,9 mil benefícios previdenciários acidentários concedidos (7º no país);
  • 42 concessões de aposentadoria por invalidez (20º no país e menor índice da série histórica).

Setores com mais acidentes

  • Atividades de atendimento hospitalar (19%);
  • Construção de edifícios (6%);
  • Administração pública em geral (6%);
  • Hipermercados e supermercados (5%);
  • Atividades de Correio (4%).

Lesões mais frequentes

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (23%);
  • Contusão ou esmagamento em superfície cutânea (15%);
  • Fratura (15%);
  • Lesão imediata, NIC – Não Identificado ou Classificado (11%);
  • Distensão, torção (10%).

Partes do corpo mais atingidas

  • Dedo (25%);
  • Pé, exceto a junção com o tornozelo (10%);
  • Mão, exceto punho e dedos (7%);
  • Joelho (5%);
  • Articulação do tornozelo (4%).

Agentes causadores

  • Queda do mesmo nível (17%);
  • Agente biológico (16%);
  • Agente químico (15%);
  • Veículos de transporte (11%);
  • Ferramentas manuais (9%).

Principais ocupações

  • Técnico de enfermagem (11%);
  • Servente de obras (6%);
  • Faxineiro (5%);
  • Auxiliar de escritório, pedreiro e assistente administrativo (2%).

*Dados de Belo Horizonte, em 2018

A Smartlab

Para criar políticas públicas baseadas em evidências e orientadas à obtenção de resultados, é necessário fazer uma análise detalhada de todos os indicadores sociais disponíveis. E por mais que muitos já sejam coletados pelos órgãos públicos, ainda faltava um espaço para compilá-los de forma sistemática.

A Smartlab foi criada para suprir essa necessidade. Fruto de uma parceria entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o escritório local da Organização Internacional do Trabalho (OIT Brasil), a iniciativa permite o mapeamento de déficits de trabalho decente, por meio de um esforço colaborativo de pesquisa e gestão do conhecimento. A ideia é apresentar as informações de forma simples e intuitiva, após compilá-las de centenas de fontes oficiais e tratá-las para uma melhor compreensão dos indicadores.

Como um fórum multidisciplinar de fomento à gestão transparente de políticas públicas, a Smartlab está baseada no conceito de prática inteligente, que visa aproveitar uma oportunidade latente para gerar valor público a baixo custo e de forma replicável. É uma forma de fortalecer a cooperação com organizações governamentais, não-governamentais e internacionais que atuam em prol do trabalho decente – oitavo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

Consultoria com quem entende

Se você pretende investir nos programas de Segurança e Saúde do Trabalho de sua empresa, conte com o apoio da Sercon. Estamos há quase 30 anos no mercado, sempre nos atualizando para oferecer as melhores soluções em prevenção a acidentes e doenças ocupacionais. Caso necessite de uma consultoria para melhorar os seus procedimentos, solicite um orçamento. Nossa equipe está pronta para orientá-lo sobre os melhores caminhos a serem seguidos.

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